Agência CEBDS
11/02/2019 15:00

A AGENDA CEBDS


A AGENDA CEBDS


Rio de Janeiro, 11 fev 2019. Em 2018, o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) reuniu um time estrelar para definir as prioridades que deveriam ser abordadas por um futuro governo em prol do desenvolvimento sustentável. CEOs das principais empresas presentes no País, nos mais diversos setores, se organizaram para propor, debater e criticar exaustivamente uma pauta que foi resumida em 10 propostas da nossa Agenda CEDBS por um País Sustentável.


Endossada pelas empresas e entidades parceiras, como Coalizão Brasil, iCS, Iclei, CDP, Trata Brasil entre outras, a agenda foi entregue para todos os candidatos na disputa pela Presidência da República, contendo efetivas propostas para as áreas de saneamento e energia, além de igualdade de gênero, redução de emissões e criação de um mercado de carbono no Brasil.


Passada a transição política do novo governo e já empossados presidentes do Senado e da Assembleia, além de todos os ministros, o esforço do CEBDS agora é que essa agenda seja implementada. Para isso, envidamos esforços no plano de ação para que essa agenda seja amplamente conhecida e priorizamos alguns pontos que consideramos mais urgentes e fundamentais para que o Brasil siga num bom caminho.


Entre essas prioridades estão os esforços para ampliar a rede de saneamento básico no Brasil. A falta de esgoto tratado, que deixa mais de quatro milhões de brasileiros ainda sem banheiro em casa, deixa o País com um pé no século XIX.


 Apenas em gastos com saúde, a universalização do saneamento básico poderia economizar R$ 7,2 bilhões entre 2015 e 2035, por conta da redução de internações custeadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e afastamentos do trabalho, resultantes de infecções gastrointestinais (Trata Brasil, 2017)37. O levantamento destaca que a universalização do saneamento resultaria não apenas na redução de gastos, mas também no aumento da produtividade do trabalho – e, portanto, da renda dos trabalhadores. A conjunção desses fatores resultaria em valor estimado de R$ 82,9 bilhões, dos quais parcela importante retornaria aos cofres públicos por meio de impostos e contribuições. Sobre os efeitos diretos na geração de emprego, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) estimou que o choque de R$ 3,8 bilhões de investimentos em saneamento geraria 221 mil postos de trabalho. Seriam beneficiados, dentre outros setores, a construção civil e a indústria de máquinas e equipamentos.


Outra prioridade, que vinha avançando no governo anterior, é a criação do mercado de carbono no Brasil. Entregamos em mãos para o então ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, estudo que embasa a criação de política pública neste sentido, apoiado diretamente por empresas que hoje estão entre grandes emissores de gases do efeito estufa. Esse é um tema em que o Brasil tem vantagens, e que pode fazer a diferença num eventual mercado global.  No entanto, como é um tema novo, apesar de 20% das emissões globais já estarem sujeitas à algum tipo de precficação, seja via tributo ou mercado, ou um híbrido dos dois, o CEBDS reuniu lideranças de vários setores para apresentar uma proposta robusta , que reuniu XX setores da economia, dos maiores aos menores emissores.


A proposta sugere a implementação em três em fases: (i) Compromissos compatíveis com a contribuição do setor nas emissões totais e que considere as ações de mitigação prévias por parte da indústria; (ii) Medidas de proteção à competitividade através da alocação gratuita de direitos de emissão e uso de créditos de baixo custo das opções florestais 30; e (iii) Estrutura de governança com regras estáveis e transparentes e mecanismos de participação.


Essas duas importantes medidas podem, no prazo de um mandato, alavancar a competitividade do país, com a preocupação de uma maior inclusão social. A proposta de saneamento que tira definitivamente o Brasil do século XIX, e a do mercado de carbono, que faz com que a velha economia financie a nova economia de baixo carbono, colocando o País na vanguarda do século XXI. Não há motivos para adiarmos mais agendas positivas para o País. É preciso agir agora. 


 


(Marina Grossi, presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável, comunicacao@cebds.org, (21) 2483-2250


 

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