Agronegócios
02/07/2021 08:37

Milho/Copagril/Cocamar: geadas atingem lavouras mas extensão dos danos ainda será avaliada


Por Rafaela Barbosa, especial para a Agência Estado

São Paulo, 02/07/2021 - A Cooperativa Agroindustrial Copagril, de Marechal Cândido Rondon (PR), avalia que as fortes geadas registradas em grande parte do Paraná e em Mato Grosso do Sul na terça (29) e quarta-feira (30) geram preocupação em relação às lavouras de milho, que podem ter a produtividade comprometida. Em nota, o diretor-presidente da Copagril, Ricardo Sílvio Chapla, diz que há prejuízos, mas ainda não é possível avaliar os danos. “Vai depender do clima nos próximos dias, além de outros fatores”, afirma. O agrônomo Genésio Seidel acrescenta que os prejuízos "dependem da fase do desenvolvimento que a cultura se encontra no campo, da intensidade que a geada atingiu a lavoura, do comportamento do híbrido com relação ao frio e do nível de queima foliar que aconteceu por conta da geada".

Segundo Seidel, muitas lavouras estão em fase de formação de espiga e enchimento de grãos, algumas apresentam os grãos em formação no estágio leitoso, quando os danos podem ser maiores. "Outras lavouras já estão com os grãos farináceos, já um pouco mais duros, mas que não chegaram ao ponto de maturação fisiológica, o que aponta para possíveis perdas, mas ainda precisamos aguardar para ter uma avaliação precisa dos impactos”, disse.

Cocamar - A Cocamar Cooperativa Agroindustrial disse também ter receio de danos provocados pelas geadas. “À medida que os dias forem passando, vamos ter mais segurança para falar sobre as possíveis perdas”, afirmou em nota o gerente técnico da cooperativa de Maringá, Rafael Furlanetto. Segundo a Federação da Agroindústria do Estado do Estado (Faep), a produtividade das lavouras já havia diminuído 40% por causa da estiagem. A expectativa é que as geadas puxem esse número mais para baixo.

Além do milho, as plantações de café paranaenses também sofrem com as baixas temperaturas. A Faep cita o caso do cafeicultor Fernando Lopes. “É um visual assustador”, informou o produtor rural. De uma área de 140 hectares de café, 60 a 70 hectares de Fernando foram atingidos.
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