Agronegócios
11/04/2019 11:11

IBGE/Guedes: safra de arroz e feijão atende consumo interno e deve impedir pressão no preço


Rio, 11/04/2019 - As estimativas para as safras brasileiras de feijão e arroz em 2019 atendem ao consumo doméstico, o que deve impedir uma pressão sobre preços, avaliou Carlos Alfredo Guedes, gerente da Coordenação de Agropecuária do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de março, a produção de arroz deve totalizar 10,5 milhões de toneladas este ano, uma queda de 10,6% em relação à produção do ano passado. No entanto, o montante previsto ainda atende o consumo interno do grão, lembrou Guedes.

"No caso do arroz, há redução de área plantada. Os preços não estão tão atraentes para o plantio, então os produtores estão optando pela soja (no lugar de plantar arroz)", justificou Guedes, lembrando que o custo de produção de arroz é elevado.

A safra nacional de arroz está com a colheita avançada, praticamente finalizada. "A gente espera que não mude muito a projeção. E caso o arroz viesse a faltar, a gente tem possibilidade de importar do Uruguai. Não teria um custo tão grande", opinou o gerente do IBGE.

No caso do feijão, o Brasil deve colher 3,065 milhões de toneladas este ano, também montante suficiente para atender ao consumo doméstico.

A produção de feijão de primeira safra caiu com a quebra de safra no Paraná. "Fez com que faltasse feijão no mercado e os preços foram lá para cima", lembrou Guedes. "Com o aumento dos preços, os produtores correram para plantar feijão", acrescentou.

No entanto, as perspectivas melhores para o grão na segunda safra do produto já reduziu os preços no atacado.

"Com o aumento na produção, os preços começaram a cair. Pode ser que no supermercado ainda não tenha chegado, mas no produtor os preços já normalizaram", afirmou o gerente do IBGE.

A produção estimada em março para as três safras de feijão foi 4,3% maior que o previsto em fevereiro. Em relação à safra de 2018, a produção total de feijão deverá crescer 3,1%.

A primeira safra de feijão foi estimada em 1,4 milhão de toneladas, um aumento de 8,7% na produção frente à estimativa de fevereiro. Na comparação com o ano passado, ainda é esperada uma redução de 9,7%.

A segunda safra de feijão foi estimada em 1,3 milhão de toneladas, um aumento de 7,2% em relação à previsão de fevereiro. Em relação a 2018, a estimativa de produção da segunda safra de feijão é 25,8% maior.

Para a terceira safra de feijão, a estimativa de colheita é de 436,1 mil toneladas, redução de 13,3% em relação à estimativa de fevereiro. Na comparação com 2018, a terceira safra de feijão está 4,5% inferior.

(Daniela Amorim - daniela.amorim@estadao.com)
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