Agronegócios
27/07/2021 08:24

Trigo/ABPA/Francisco Turra: indústria deve aumentar compras de cereais de inverno para ração animal


Por Isadora Duarte

São Paulo, 27/07/2021 - A indústria de proteína animal tende a comprar mais cereais de inverno, como trigo e triticale, para produção de ração, estima o presidente do Conselho Consultivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra. "Está se disseminando a cultura (de usar culturas de inverno) na alimentação animal. Já mostramos que há equivalência nutricional. Até então, parecia que os alimentos tradicionais, milho e farelo de soja, eram os únicos", disse Turra, durante o Fórum Nacional do Trigo 2021, realizado ontem (26) pela Embrapa Trigo.

Segundo ele, há intenção na indústria de que os cereais de inverno passem de alternativa para ração animal em momento de desabastecimento de grãos, como milho e farelo de soja, para consumo regular no longo prazo. "A escassez, principalmente de milho, está levando a agroindústria a garantir (aos agricultores) que plantando os cereais, ela continuará comprando nos próximos anos", apontou Turra. O movimento de aquisições de trigo e triticale para alimentação animal, projeta Turra, deve se estender mesmo após o fim do período de alta dos insumos habituais como farelo de soja e milho. A ABPA, juntamente com outras empresas do agronegócio e governos estaduais, lidera o movimento "Otimização das Culturas de Inverno", que incentiva a ampliação das lavouras de inverno no País.

O representante da ABPA comentou que o setor está buscando grãos para ração animal em todos os mercados, diante da quebra da safrinha local de milho. Ele citou a importação de três navios com milho por fabricantes de aves e suínos. "O setor vem crescendo em produção e exportação. Não podemos ficar nessa imprevisibilidade toda de falta de insumos para alimentação animal", disse. Turra também destacou a alta generalizada do preço médio do milho semi-duro pelas principais praças de atacado do País entre janeiro e julho deste ano. "Mesmo com importação, em virtude da dificuldade dos custos do frete, o milho não chega barato aqui no Brasil.

Contato: isadora.duarte@estadao.com
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