Economia & Mercados
31/08/2018 11:44

Energisa/Botelho: vamos avaliar necessidade de expansão da base acionária


São Paulo, 31/08/2018 - A Energisa não descarta uma emissão de ações para fazer frente a seu crescimento, após ter adquirido ontem duas distribuidoras da Eletrobras, que operam no Acre e em Rondônia. "Vamos avaliar a necessidade de fazer expansão ou não da base acionária", disse o diretor financeiro da companhia, Maurício Botelho.

A Energisa conquistou ontem os dois ativos ao oferecer um lance de índice de flexibilização tarifária de 21 por Ceron e 31 pela Eletroacre, o que se reflete em uma redução das tarifas de cerca de 2% e 3%, respectivamente. O índice corresponde a um desconto no nível de perdas técnicas, nos custos de Pessoal, Material, Serviços de Terceiros e Outros (PMSO) e na dívida junto a fundos setoriais cobertos pela tarifa. Ao arrematar os ativos, a companhia ainda se compromete a pagar cerca de R$ 50 mil pelas ações de cada distribuidora e a realizar um aporte conjunto de R$ 493 milhões. Considerando as dívidas líquidas das duas empresas, suas contingências e contas em atrasos, a Energisa calculou o valor da aquisição em R$ 2,869 bilhões.

O presidente da Energisa, Ricardo Botelho, comentou que o foco da recuperação das duas distribuidoras num primeiro momento está em "medidas intensas de Opex", incluindo migração de sistemas, o que a companhia planeja realizar em cerca de um ano, uma distribuidora após a outra. "Essas empresas não têm sistemas apropriados", disse.

Ele citou também a inclusão delas no centro de serviços compartilhados da companhia e um esforço concentrado na redução das perdas não-técnicas. "As perdas são um fator importantíssimo de captura", salientou, citando o prazo de quatro anos para atingir os patamares regulatórios. "É um prazo razoável que entendemos que conseguimos atingir em Acre e Rondônia", afirmou.

O executivo evitou citar os investimentos previstos para as distribuidoras, números que, segundo ele, devem ser divulgados por ocasião da divulgação do capex global do grupo.

Botelho salientou, ainda, o potencial de crescimento diferenciado nas duas áreas de concessão, sendo alvo de uma nova fronteira em expansão agrícola, especialmente na Ceron. (Luciana Collet - Luciana.collet@estadao.com)
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