Política
21/09/2019 22:12

Movimentos de favelas e Justiça Global denunciam Witzel à ONU


Por Mariana Durão

Rio, 21/09/2019 - Às vésperas da participação do presidente Jair Bolsonaro na abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), movimentos de favelas do Rio de Janeiro enviaram uma denúncia à organização contra o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), pela morte da menina Ágatha Félix, de 8 anos, baleada durante uma operação policial no Complexo do Alemão.

O documento foi encaminhado neste sábado, 21, à alta comissária da ONU para Direitos Humanos, Michele Bachelet, e à Relatoria Especial sobre Execuções Sumárias e Extrajudiciais. “A morte de Ágatha é mais uma tragédia diretamente relacionada à política bárbara de segurança pública que está sendo conduzida pelo governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel. Existe uma situação humanitária drástica imposta pelo governador aos bairros pobres e negros do Rio”, relata a denúncia.

A carta é assinada pela organização de direitos humanos Justiça Global, os movimentos Papo Reto, Fórum Grita Baixada, Instituto Raízes em Movimento, Fórum Social de Manguinhos, Mães de Manguinhos, Movimento Moleque, Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência e Arquitetxs Faveladxs.

O documento relata à ONU violações de direitos humanos nas favelas do Rio, mencionando dados como o aumento do total de pessoas mortas pela polícia no estado do Rio de Janeiro. De janeiro a agosto foram 1249, alta de 16,2% em ao mesmo período de 2018. “No Estado do Rio de Janeiro, 30% dos homicídios no estado foram praticados pela polícia; na capital, a proporção é de mais de 40%.O alvo é sempre o mesmo, jovens negros e pobres, que vivem nas favelas da cidade e do estado”, destaca.

Os movimentos de favelas do Rio pedem ao Alto Comissariado da ONU uma resposta pública e incisiva cobrando o Estado Brasileiro e o Governador do Rio de Janeiro sobre as violações dos direitos humanos nas favelas do Rio. Também pedem que apontem que Witzel violou obrigações de direito internacional ratificadas pelo Estado brasileiro.
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