Política
01/12/2021 11:40

Eliziane Gama prevê votação favorável à indicação de André Mendonça ao STF


Por Sofia Aguiar

São Paulo, 01/12/2021 - Escolhida para analisar a indicação do ex-advogado-geral da União André Mendonça para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) prevê um parecer favorável à indicação do ex-ministro para a Corte. Na análise da parlamentar, os meses de espera para a sabatina tiveram um impacto positivo sobre o nome de Mendonça.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado realiza, na manhã desta quarta-feira (1º), a sabatina de Mendonça para ocupar a vaga aberta com a aposentadoria do ex-ministro Marco Aurélio Mello.

"Acho que, de forma geral, há uma certa aceitação", avaliou a senadora, em conversa com jornalistas no Senado. "Acho que até algumas semanas atrás havia uma celeuma, uma polêmica, em torno do nome dele. Isso acabou se dirimindo. Acho que o tempo, a demora na indicação acabou abrindo um cenário que, no meu entendimento, acabou favorecendo ele", declarou.

A expectativa da parlamentar é que o número de votos favoráveis seja acima de 49 - são necessários 41 para a aprovação em plenário. A senadora reforçou que, apesar de sua indicação pelo presidente Jair Bolsonaro ter sido baseada fundamentalmente no teor religioso, utilizando-se do termo "terrivelmente evangélico", o ex-advogado-geral da União soube comprovar seu conhecimento técnico.

A demora para se fazer a sabatina, para a parlamentar, está ligada a tal teor evangélico que Bolsonaro colocou. De acordo com Eliziane, "se o presidente tivesse indicado o nome de Mendonça sem fazer comentário e sem polemizar tanto, talvez a gente não teria sofrido o que a gente sofreu no ponto de vista de debate nacional".

Ao repreender a posição do chefe do Executivo, ela avalia que houve uma exposição desnecessária patrocinada pelo presidente da República. "Acho que quando o presidente apresenta um nome e ele carrega sobretudo o termo 'terrivelmente evangélico', não me parece que ele está com uma disposição de aprovação desse nome", comenta. "Não foi, no meu entendimento, algo certo, não foi algo do ponto de vista ético do presidente da República", afirmou a senadora, que é evangélica

Conforme mostrou o Estadão/Broadcast Político, aliados do governo calculam ter 22 votos, oito a mais do que os 14 necessários para aprovar a indicação na CCJ. No plenário, a nomeação depende do sinal verde de 41 senadores. Apoiadores de Mendonça apostam em um placar de pouco mais de 50 votos.

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