"Michael Jordan" dos negócios enfrenta tempos turbulentos com tombo de ações da Tesla
12 de março de 2025
Por Isabella Pugliese Vellani
Lionel Messi ou Michel Jordan. A comparação com atletas multipremiados do mundo dos esportes foi feita pelo secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, para Elon Musk. Também mundialmente conhecido, o empresário biliónário que é dono da Tesla chefia o Departamento de Eficiência Governamental (Doge, na sigla em inglês) no governo do presidente americano, Donald Trump.
“Eles mantêm os olhos no prêmio… seja Messi ou Michael Jordan, ele está focado e seu nível de energia é inacreditável”, disse Bessent.
Mas, apesar dos elogios, ao que tudo indica, até os maiores atletas dos negócios enfrentam desafios. Desde a posse de Trump, que é aliado e amigo de Musk, as ações da Tesla têm sofrido: queda de 30% apenas neste mês (atualizar) e 44% no acumulado desde o início do ano.
Entre os motivos para esse tombo está a percepção dos detentores de que essa história de ter “um olho no peixe e outro no gato” pode não dar certo. A paciência dos investidores começa a se esgotar.
Analistas da Wedbush apontam que o bilionário precisa se afirmar como CEO da Tesla neste momento crítico. É quase um puxão de orelhas, pois a ausência de Musk nas fábricas da Tesla nos últimos dois meses tem pesado sobre as ações da empresa. Ao mesmo tempo a montadora se vê envolvida em um crescente furacão político devido aos esforços do Doge.
O amigo republicano e seu chefe, inclusive, tentou amenizar a situação na madrugada de terça-feira: Afirmou que pretende comprar um veículo da fabricante de automóveis, em sinal de apoio ao dono.
Diante dos números, pelo jeito, serão necessárias muitas frases de apoio para o “Michael Jordan dos negócios”. A China Passenger Car Association (CPCA) relatou que as vendas da Tesla caíram 49% em fevereiro em relação ao ano anterior e 51% em relação a janeiro.
O secretário-geral da CPCA, Cui Dongshu, sugere que o declínio nas exportações e vendas pode ser devido a fatores políticos e ao início das entregas do novo Modelo Y em março, pintando um quadro ainda mais desafiador.
Diante dos desafios, a questão que permanece é: Musk conseguirá driblar esses obstáculos e marcar mais um ponto para a Tesla? Assim como um jogo de basquete possui quatro tempos, o bilionário ainda possui mais quatro anos pela frente com a administração trumpista. Resta ver se vira o placar.
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