Economia & Mercados
13/06/2018 16:13

GPA estima investimento de R$ 100 milhões a R$ 130 milhões para 20 lojas Compre Bem


São Paulo, 13/06/2018 - O Grupo Pão de Açúcar (GPA) espera investir entre R$ 100 milhões a R$ 130 milhões no projeto de reformulação de supermercados, com a transformação de 20 lojas Extra Supermercados em Compre Bem, ainda este ano. Apesar dessa nova aposta, o presidente da companhia, Peter Estermann, afirmou que não há mudanças no plano de investimento para 2018, que prevê um Capex de R$ 1,6 bilhão.

Segundo Estermann, a companhia espera ser mais eficiente na alocação de recursos, mas não vai alterar os planos de investimentos em outros formatos de loja esse ano. O GPA mantém a previsão de inauguração de vinte lojas da rede de "atacarejo" Assaí, assim como o plano de reformas de lojas da rede Pão de Açúcar.

A companhia ainda informou que espera que o Compre Bem seja mais eficiente e tenha menos despesas que o modelo atual de supermercados Extra. A expectativa é de um nível de despesas 20% mais baixo, o que deve ser alcançado em razão de menores gastos com publicidade e logística.

O GPA afirma que o Compre Bem não terá investimentos em campanhas publicitárias na televisão e seu foco será a comunicação por meio de panfletos. Isso porque as lojas selecionadas para conversão pretendem ter um alcance regional. Todos os primeiros 20 pontos de vendas que serão convertidos ficam no Estado de São Paulo.

A companhia espera ainda otimizar a logística ao adotar a entrega diretamente por parte de fornecedores nas lojas, sem que os produtos passem por um centro de distribuição.

Assaí
O diretor executivo responsável pelo Compre Bem será Sérgio Leite, mas o projeto é comandado ainda pelo atual presidente do Assaí, Belmiro Gomes. Essa decisão ocorreu porque a companhia pretende aproveitar a experiência do Assaí com a expansão e com modelo de custo operacional mais baixo, mas o GPA rejeita a hipótese de que isso signifique uma menor atenção da diretoria pela frente com o formato de loja do Assaí, o "atacarejo".

Embora avalie que o "atacarejo" de forma geral tende a aumentar menos sua penetração no total do consumo dos lares, Gomes considera que o Assaí ainda tem espaço para crescer e ganhar market share, porque há Estados brasileiros em que a bandeira ainda não está presente e existem regiões onde a presença ocorre com um pequeno número de lojas. (Dayanne Sousa - dayanne.sousa@estadao.com)
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