Economia & Mercados
26/10/2020 14:47

Entrevista/O’Neill: não sei como estar perto de Trump ajudou Bolsonaro ou Brasil


Por Célia Froufe

Foto: Divulgação

Brasília, 26/10/2020 - O Brasil deveria ser mais maduro, desenvolver políticas que ajudem o País de forma duradoura, e não camuflar sua posição se colocando ao lado de outras nações, na avaliação do criador do acrônimo Brics, o britânico Jim O’Neill. “Não está claro para mim, de forma alguma, como estar supostamente próximo a Trump ajudou Bolsonaro ou o Brasil”, disse em entrevista ao Broadcast sobre a eleição americana do próximo mês, citando os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e o brasileiro, Jair Bolsonaro.

O’Neill criou a sigla que reúne países emergentes de grandes territórios e populações (Brasil, Rússia, Índia e China - a seu contragosto, a África do Sul posteriormente foi incluída ao grupo) quando trabalhava para o banco Goldman Sachs, há quase 20 anos. Atualmente, o lord preside a think tank Chatam House e tem atuação em várias outras áreas, como a busca da melhora da educação para desprivilegiados por meio da UK Educational Charity, melhora da atividade no Norte da Inglaterra pela "North Powerhouse" e está envolvido na luta contra a resistência antimicrobiana (AMR), além de continuar a ser o consultor global para o ex-primeiro-ministro britânico David Cameron.

Para ele, o resultado da eleição americana pode ser importante para os Brics e o restante do mundo por causa da diferença da postura em relação ao globo entre os candidatos, mas o embate com a China ocorrerá independentemente de quem for o vitorioso nas urnas. O’Neill avalia que, ironicamente, o afastamento de Trump das questões globais acabou ampliando o papel do país asiático no cenário global. Mais importante do que as eleições para os membros do Brics, o uso prático de uma vacina contra o coronavírus será fundamental para o grupo - em especial Brasil e Índia. O economista não acredita, porém, que o discurso em voga no mundo hoje, de diminuição da dependência da China, possa ser algo de fácil resolução. “É um grande teatro político falar sobre o fim da China nas cadeias de fornecimento, pois a questão é muito mais tênue e complicada”, avaliou.

Leia a entrevista completa na tela do Broadcast, http://www.broadcast.com.br/produtos/broadcastplus/

Contato: celia.froufe@estadao.com
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