Economia & Mercados
23/02/2021 08:59

Abiquim: balança comercial registra déficit de US$ 2,6 bilhões em janeiro


Por Beth Moreira

São Paulo, 23/02/2021 - A balança comercial do segmento de produtos químicos registrou um déficit de US$ 2,6 bilhões em janeiro, valor recorde para meses de janeiro, e de US$ 30,6 bilhões nos últimos 12 meses (fevereiro de 2020 a janeiro de 2021), informou hoje a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim).

Segundo a entidade, os dados sinalizam que 2021 será um ano particularmente crítico para o setor e em que a agenda de competitividade terá papel central para toda a cadeia produtiva.

As importações brasileiras de produtos químicos totalizaram US$ 3,5 bilhões em janeiro de 2021, o que representa um aumento de 4,3% na comparação com janeiro de 2020, apesar de redução de 2,9% na comparação com o mês de dezembro passado, informou hoje a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim).

Em termos de volume físico, as importações de cerca de 4,3 milhões de toneladas foram recorde para o mês em toda a série histórica de acompanhamento setorial da balança comercial, representando uma elevação de 23,1% em relação a janeiro do ano passado, com aumentos em vários grupos de produtos, especialmente intermediários para fertilizantes (30,3%), resinas termoplásticas (28,7%) e químicos diversos (17,6%), em que pese um recuo de 6,9% na comparação com dezembro de 2020.

Já as exportações somaram US$ 890 milhões e refletem as quedas nas vendas de produtos químicos, em valor, de 9% na comparação com o mês de janeiro do ano passado e de 11,7% em relação a dezembro de 2020. No mês, o volume chegou a 1,3 milhão de toneladas e, segundo a Abiquim, igualmente sinaliza retrações, de 10,4% em relação a janeiro de 2020, com consideráveis recuos nas quantidades físicas vendidas ao exterior de produtos químicos inorgânicos (-9,1%), de orgânicos (-13,3%) e de resinas termoplásticas (-27,6%), além de diminuição de 8,1% na comparação com dezembro passado.

Agenda

Em nota, o presidente-executivo da associação, Ciro Marino, destaca que dois itens possuem papéis particularmente indispensáveis na agenda imediata pela competitividade da indústria química: a manutenção do Regime Especial da Indústria Química (REIQ) e o combate à concorrência desleal.

“O Reiq é uma ferramenta fundamental para a sobrevivência do setor e sua manutenção é essencial para continuarmos a produzir enquanto não for feita a reforma tributária de que o Brasil tanto precisa. Igualmente primordial, em nossa visão, é o combate à concorrência desleal com uma defesa comercial técnica e que aplique o interesse público de eliminar práticas irregulares e ilegais de comércio; preservando o mercado interno como um verdadeiro patrimônio nacional, conforme preconizado pela própria Constituição brasileira de 1988”, destaca Marino.

Contato: beth.moreira@estadao.com
Para ver esta notícia sem o delay assine o Broadcast+ e veja todos os conteúdos em tempo real.

Copyright © 2021 - Todos os direitos reservados para o Grupo Estado.

As notícias e cotações deste site possuem delay de 15 minutos.
Termos de uso
Inscreva-se!
Receba no seu email newsletters e informações sobre nossos produtos