Economia & Mercados
22/05/2020 06:56

Valid: lucro atribuível a controladores é de R$ 2,1 mi no 1tri20, queda de 84,7% em um ano


Por Matheus Piovesana

São Paulo, 22/05/2020 - A certificadora digital Valid teve lucro líquido de R$ 1 milhão no primeiro trimestre de 2020, queda de 93% em relação aos R$ 14,1 milhões registrados um ano antes. O lucro atribuível aos controladores, de R$ 2,1 milhões, representou baixa de 84,7% na mesma base de comparação.

O Ebitda (lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização) foi de R$ 66,8 milhões, alta de 0,5% na comparação anual. Pelo critério ajustado, o Ebitda ficou em R$ 60,2 milhões, queda de 10,3% em um ano.

No caso do Ebitda ajustado, a Valid atribui o recuo a uma queda de 55,7% no Ebitda da divisão mobile, que foi a mais afetada pela pandemia da covid-19. Segundo a empresa, os efeitos foram sentidos principalmente em fevereiro, pelo fato de que a terceirização de grande parte da produção de chips é para empresas localizadas na Ásia, primeiro continente afetado pela doença. Em março, a produção retornou a níveis normalizados, afirma a companhia.

A empresa destaca ainda que a partir do dia 23 de março houve a paralisação total da emissão de documentos. Com isso, ao final do mês, o número de documentos emitidos no Brasil ficou abaixo do registrado em igual intervalo do ano passado em 300 mil documentos.

A receita líquida de vendas da Valid apresentou crescimento de 8,6% em relação ao primeiro trimestre do ano passado, para R$ 463,7 milhões. O crescimento das receitas com a divisão de meios de pagamento foi o responsável pelo resultado. As operações da certificadora no exterior, que representaram 51,8% da receita líquida, tiveram crescimento de 5,7% na comparação anual.

Na mensagem que acompanha o relatório de resultados, a Valid comenta que 2020 se iniciou com "uma dinâmica muito boa de resultados", mas que a expansão do novo coronavírus pelo mundo levou o primeiro trimestre a apresentar números abaixo das expectativas iniciais.

Com o cenário adverso, a Valid adiou o pagamento da segunda parcela de juros sobre capital próprio (JCP), de R$ 22,2 milhões, para 10 de dezembro; concedeu férias antecipadas para cerca de 3 mil funcionários, e suspendeu temporariamente os contratos de 2,5 mil deles após esse período; reduziu os salários da diretoria e dos membros do Conselho de Administração por 90 dias.

Contato: matheus.piovesana@estadao.com
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