Agronegócios
29/07/2021 08:51

Soja/MT: instituto soja Livre estima área plantada com grão convencional de 356,7 mil hectares em 2021/22


Por Leticia Pakulski

São Paulo, 29/07/2021 - O Instituto Soja Livre estimou que a área de soja convencional (não transgênica) na safra 2021/22 em Mato Grosso, que começa a ser plantada na segunda quinzena de setembro, deve ser de 356,7 mil hectares, ou 3% da área total a ser cultivada no Estado, de mais de 10,4 milhões de hectares. "O mercado consumidor europeu e também a China - nosso maior cliente -, começam a demandar muita soja convencional. É um nicho que deve se fortalecer para os agricultores brasileiros", disse o atual presidente do Instituto Soja Livre, Endrigo Dalcin, em nota.

Para o vice-presidente da Caramuru Alimentos e presidente eleito do instituto, César Borges, que toma posse em 1° de agosto, esses mercados podem ser mais explorados pelo Brasil. "O mercado asiático tem sido atendido por outros países", disse. "Ainda há alguns detalhes de especificações que estão sendo discutidos pelo Ministério da Agricultura, mas há espaço. China e Japão são os principais, pois têm muito poder aquisitivo e o hábito de consumo humano de não transgênicos."

Segundo Borges, existe interesse por variedades não geneticamente modificadas especialmente na Europa, mas ainda há trabalho a realizar no continente, como mostrar a consumidores e varejistas a realidade da produção convencional no Brasil. "É um trabalho de falar que existe produção agrícola e industrial aqui, como ela é feita há mais de 20 anos, explicar como fazemos e quais as nossas necessidades", disse.

Dalcin citou, contudo, a preocupação com possível falta de sementes para os produtores que decidirem plantar soja convencional na próxima safra. "É um ciclo que ainda se repete: os agricultores decidem diminuir área porque não há contrato a longo prazo para a compra da soja convencional, as empresas produtoras de sementes não têm tanto volume para comercializar, a oferta de produto cai e o mercado demanda mais, com consequente alta nos preços e prêmios. Precisamos alinhar o processo com todos os elos da cadeia", afirmou.

Contato: leticia.pakulski@estadao.com
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